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    testimonialPESQUISA E DESENVOLVIMENTO
  • Porto Alegre/RS

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    Devido ao consumo de potencia (Watts) e corrente (Ampéres) , permitem a utilização de cabos ou fios de menor diâmetro , como também disjuntores de proteção de menor índice de corrente nominal.


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As lâmpadas do futuro

Utilização do LED na iluminação pública garante maior eficiência, reduz o consumo de energia e sem o perigo de metais pesados na sua composição.

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Uma novidade ecologicamente correta em termos de iluminação promete ganhar as ruas muito em breve. Com maior eficiência em termos de projeção de luz e consumo de energia elétrica muito abaixo em comparação aos produtos convencionais, as lâmpadas que utilizam placas de LED apresentam vantagens importantes para a nossa saúde e o meio ambiente. Sem a presença de gases ou metais pesados na sua composição, como o mercúrio, as novas lâmpadas estão chegando para revolucionar o mercado. “É o que temos de mais avançado em termos de iluminação no momento e com princípios ambientais em todas as etapas de produção”, resume o empresário Luciano Linck Andretta. 

Diretor da Riwa – Soluções Eletrônicas, empresa com base comercial em São Leopoldo, Luciano Andreatta é estudante de engenharia mecatrônica e responsável pela tecnologia que permite utilizar o LED na iluminação pública. Além do menor consumo de energia e das vantagens em termos ecológicos, as luminárias de LEDs têmimg1 maior eficiência em termos de qualidade na iluminação. “A luz tem uma projeção direta e as luminárias têm uma durabilidade de até 50 mil horas, o que poderá alcançar até cinco anos de uso 24 horas por dia. A população ganha em termos de segurança e os órgãos públicos reduzem o custeio com o sistema de iluminação pública”, destaque Andreatta, fatores que, segundo ele, contrapõem com vantagem o custo inicial das novas lâmpadas. 

As luminárias públicas que a Riwa desenvolveu junto à Incubadora Multissetorial de Base Tecnológica e Inovação Raiar da PUC-RS, em Porto Alegre ampliam a utilização convencional que o LED vinha tendo até agora. A partir de uma pequena pastilha de nanoleds, com tamanho semelhante ao de um chip do celular, a nova lâmpada é capaz de iluminar um espaço com até 32 metros de diâmetro.  

O modelo é patenteado e vem sendo testado por empresas de energia de vários estados. Outro diferencial do produto é a utilização de alumínio reciclado na sua estrutura, que a própria empresa vem adquirindo de quem trabalha na coleta do material. Com isso, a nova lâmpada pesa em torno de dois quilos. Andretta acrescenta outros benefícios para a saúde: “as lâmpadas de LED não emitem raios ultravioletas e outras situações cancerígenas”.


O LED em nossas vidas

Cada vez mais presente em várias situações, o LED (sigla que em inglês significa Light Emitting Diode)  já tem larga utilização em sinalizadores de automóveis, semáforos, aparelhos de televisão e outras novidades do mundo da tecnologia. O diodo emissor de luz, na sua tradução para o português, é um material que emite luz pela passagem da corrente elétrica com maior durabilidade e eficiência. 

Uma lâmpada como o modelo desenvolvido pela empresa Riwa, por exemplo, aproveita muito melhor a luz gerada. “Como o LED não aquece a estrutura metálica que envolve a luminária, o aproveitamento é 90% da luminosidade”, explica o empresário Luciano Linck Andretta. Uma lâmpada comum chega a desperdiçar até 50% da luz produzida.


O risco das lâmpadas fluorescentes 

Por conta do alto consumo de energia e a reduzida vida útil, as lâmpadas comuns (incandescentes) estão sendo substituídas em larga escala por modelos fluorescentes nas indústrias, comércio, escolas, oficinas e também na iluminação pública. Tanto que os principais produtores mundiais já anunciam o cancelamento da produção das incandescentes. Mas ao contrário das luminárias que utilizem LED, as fluorescentes representam sério risco à saúde e ao meio ambiente. 

Quando se rompem, estas luminárias, incluindo as compactas mais utilizadas em residências, liberam um vapor de mercúrio, um metal pesado de difícil absorção pela natureza. Esta substância tóxica e cancerígena que pode contaminar solos e mananciais hídricos: uma única lâmpada pode contaminar até 15 mil litros de água. Maior ainda é a preocupação pelo fato de que, das mais de 200 milhões de unidades vendidas no Brasil por ano, apenas 5% das fluorescentes são recicladas.  

Esta situação deverá mudar radicalmente com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. A lei exigirá a descontaminação das lâmpadas descartadas e seus componentes serão reaproveitados. Além reciclagem da sucata metálica, o vidro pode ser usado na indústria cerâmica, o poeira fosforosa na fabricação de tintas e o mercúrio metálico será aproveitado na produção de novas lâmpadas.